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Em dia de reunião entre União e estado para definir medidas na Maré, relembre outras ações conjuntas na segurança do RJ

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Governo federal e o Governo do Estado do Rio se reúnem para definir medidas conjuntas de segurança na Maré

O Governo federal e o Governo do Estado do Rio de Janeiro têm uma longa história de parcerias na área de segurança pública. Desde o fim da Ditadura Militar, as duas esferas governamentais têm trabalhado juntas em diferentes ocasiões, tanto em períodos de crise como em grandes eventos. Neste artigo, vamos analisar alguns desses momentos e examinar os acertos e fracassos dessas parcerias.

Eco 92

Em junho de 1992, durante a conferência mundial do meio ambiente, conhecida como Rio-92, o então presidente Fernando Collor assinou uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para enviar tropas federais ao Rio de Janeiro. A cidade recebeu delegações estrangeiras e para garantir a segurança durante o evento, militares e tanques foram posicionados em pontos estratégicos, incluindo a ocupação das favelas da Rocinha e do Vidigal.

Dois anos depois, em novembro de 1994, as Forças Armadas estiveram presentes em praticamente todos os pontos de votação para garantir o bom andamento das eleições. Essa medida foi tomada depois que as eleições para deputados federais e estaduais foram anuladas por fraude. Além disso, militares também ocuparam algumas favelas, como o Borel, onde retiraram uma cruz que supostamente havia sido instalada por uma quadrilha e hastearam no lugar uma bandeira do Brasil.

Em 1995, o Exército foi novamente acionado para conter uma onda de sequestros que assolava a cidade. Essa medida demonstrou a disposição do Governo Federal em intervir no Rio de Janeiro sempre que necessário.

Carnaval e Jogos Panamericanos

Durante o carnaval de 2003, o Exército voltou a atuar na segurança do Rio de Janeiro. Blindados e militares dividiram as ruas com os foliões. Infelizmente, esse período foi marcado pela morte do professor de inglês Frederico Branco de Farias, que foi fuzilado após não ter obedecido a ordem de parar durante uma blitz.

Em 2007, a vinda das Forças Armadas ao Rio, que inicialmente seria para dar suporte aos Jogos Panamericanos, foi antecipada devido a uma sequência de atos violentos. No entanto, os soldados da Força Nacional ficaram alojados em dormitórios superlotados, sem camas e colchões, em condições precárias.

No ano seguinte, em 2008, o Exército ocupou o Morro da Providência, no Centro do Rio, com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região. Infelizmente, essa operação resultou em uma tragédia quando um grupo de militares entregou três jovens para traficantes de uma facção rival. Os corpos dos jovens foram encontrados com várias perfurações.

As Forças Armadas também estiveram presentes em grandes eventos realizados no Rio de Janeiro, como a Jornada Mundial da Juventude em 2013 e a Copa do Mundo em 2014. Em ambos os casos, o objetivo era garantir a segurança dos participantes e visitantes desses eventos.

Em 2016, durante as Olimpíadas do Rio, os homens da Força Nacional novamente relataram condições precárias nos alojamentos. Essa questão tem sido recorrente e deve ser melhorada para garantir que os militares tenham condições adequadas durante suas atuações.

Intervenção federal e Operação Perfídia

Em julho de 2017, o governo federal deu início a mais uma ação conjunta com o Governo do Estado do Rio de Janeiro para combater a criminalidade e melhorar a segurança pública. Essa ação foi seguida pela intervenção federal na segurança pública do estado em 2018, que durou quase 11 meses e resultou em uma redução significativa nos índices de roubo de cargas.

No entanto, recentemente, militares que integraram o Gabinete da Intervenção Federal (GIF) no Rio de Janeiro em 2018 foram alvo da Operação Perfídia, da Polícia Federal. Essa operação tem como objetivo investigar supostas fraudes na verba do programa, que custou R$ 1,2 bilhão. O general Walter Souza Braga Netto, nomeado interventor, está sendo investigado e teve o sigilo telefônico quebrado pela Justiça.

Em conclusão, a parceria entre o Governo federal e o Governo do Estado do Rio de Janeiro na área de segurança pública tem sido marcada por altos e baixos ao longo dos últimos 30 anos. É essencial que essas duas esferas governamentais trabalhem em conjunto de forma eficiente, garantindo que as ações sejam bem planejadas, executadas e fiscalizadas. Somente assim será possível alcançar resultados significativos na garantia da segurança para a população carioca.

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