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Caso Sophia: réus trocam acusações e falam de uso de drogas na véspera da morte de menina; veja detalhes

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Stephanie de Jesus da Silva e Christian Campoçano Leitheim se pronunciam sobre a morte de Sophia O'campo

No dia 26 de janeiro deste ano, a trágica morte da pequena Sophia O'campo, de apenas 2 anos, chocou a população. Desde então, muito se especulou sobre quem seria o autor do homicídio. Durante uma audiência mediada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, Stephanie de Jesus da Silva, mãe da criança, e seu padrasto Christian Campoçano Leitheim, finalmente quebraram o silêncio e trocaram acusações sobre o ocorrido.

O depoimento de Stephanie

Stephanie iniciou seu depoimento emocionada e, aos prantos, declarou o seu arrependimento e admitiu sua culpa por ter sido omissa com relação à filha. Ela afirmou que "nunca agrediria Sophia", mas também não denunciou o marido por medo de perder a guarda das duas filhas, Sophia de 2 anos e uma bebê de apenas 6 meses, que teve com Christian.

No entanto, Stephanie também afirmou que a relação entre ela e Cristian era marcada por agressões. Segundo seu relato, ele era uma pessoa explosiva e frequentemente batia nas crianças. Stephanie chegou a mencionar uma situação em que foi agredida pelo padrasto de Sophia.

A festa na véspera da morte

Os promotores e advogados que participaram da audiência focaram diversas vezes no dia que antecedeu a morte de Sophia. Embora as versões sobre os fatos sejam divergentes, todos confirmaram que receberam dois amigos em casa na noite do dia 25 de janeiro.

De acordo com Stephanie, ela havia trabalhado o dia todo e Christian tinha ficado responsável pelas crianças, como era o habitual. No final da tarde, ele teria enviado uma mensagem avisando que Sophia estava passando mal, mas não respondeu quando os primeiros sintomas se manifestaram. Quando Stephanie chegou em casa, por volta das 19h, ela tentou levar a filha para o hospital, mas Christian a impediu. A mulher medicou Sophia com um remédio contra vômito e a deixou dormindo. Em seguida, Christian teria dito que alguns amigos iriam até lá.

Já de acordo com o depoimento de Christian, Stephanie teria se recusado a levar Sophia ao hospital e preferiu medicá-la com o remédio para vômito. Nessa versão, Stephanie saiu com um dos amigos para comprar drogas, enquanto as crianças permaneceram dormindo em casa. Christian afirmou que ninguém entrou na residência durante toda a noite e que o casal só foi dormir por volta das 4h.

O dia da morte

No dia 26 de janeiro, Stephanie não foi trabalhar e as versões sobre o que ocorreu divergem novamente. Christian relata que dormiu o dia todo e só acordou às 16h, quando Stephanie o chamou. Segundo ele, Sophia estava com a boca roxa e convulsionando. O padrasto afirma que Stephanie levou a menina até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi informada de que Sophia havia falecido.

Já Stephanie relatou que Christian estava acordado e os dois cuidaram das crianças durante o dia. Segundo ela, a menina se queixava de dores, mas após medicá-la novamente com o remédio de vômito, parecia estar melhor. Por volta das 16h, Stephanie decidiu levar Sophia à UPA, pois a criança não parava de reclamar de dor na barriga. Ela ligou para sua mãe pedindo ajuda, enquanto Christian levou a criança para o banheiro. Stephanie acredita que foi nesse momento que ocorreu a agressão fatal, pois quando Christian retornou, Sophia já estava com o corpo desfalecido.

A equipe médica da UPA constatou que Sophia já estava sem vida quando chegou ao local. O relatório do médico legista, realizado posteriormente, afirmou que o óbito havia ocorrido cerca de sete horas antes de Sophia ser levada à unidade de saúde.

As acusações de estupro

A médica que atendeu Sophia na UPA relatou que a criança havia sofrido violência sexual anterior, pois seu hímen estava rompido. Durante a audiência, Stephanie afirmou que nunca havia desconfiado de Christian, mas admitiu que ele poderia ser o autor da agressão. Ela também levantou a possibilidade de outra pessoa ter cometido o crime, já que não estava em casa em todos os momentos.

Por sua vez, Christian negou veementemente qualquer acusação de estupro e afirmou que, ao chegar no presídio, solicitou exames médicos para comprovar sua inocência. Diante da acusação feita por Stephanie, ele alegou que ela apenas o acusou para tentar tirar o peso de cima de si.

O arrependimento de Stephanie

Ao fim do depoimento, Stephanie foi questionada sobre o que diria para sua filha e a imagem que carrega dela. Entre lágrimas, ela expressou seu arrependimento e a profunda tristeza pela perda da filha. Acredita-se que o caso continuará a ser investigado até que se chegue a uma conclusão sobre a autoria do crime.

Palavras-chave: Stephanie de Jesus da Silva, Christian Campoçano Leitheim, morte de Sophia O'campo, agressões, violência sexual, prisão

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