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Hacker pode estar lavando R$ 400 milhões em criptomoedas de forma inusitada

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ZachXBT, um detetive do setor de criptomoedas, acredita que um hacker está comprando cartas colecionáveis do Magic: The Gathering para lavar mais de 35.000 ETH (R$ 400 milhões) ligados a três grandes hacks

O mundo das criptomoedas sempre foi alvo de fraudes, hacks e lavagem de dinheiro. Com a crescente popularidade das criptomoedas, é natural que criminosos busquem formas de movimentar grandes quantidades de dinheiro de forma ilícita. No entanto, a história que o detetive ZachXBT está investigando pode surpreender até mesmo os mais experientes nesse universo.

O investigador ZachXBT revela que um suposto hacker está comprando cartas colecionáveis do jogo Magic: The Gathering utilizando criptomoedas, especificamente os Ethers (ETH). O valor estimado dessas compras ultrapassa os 35.000 ETH, o que equivale a cerca de R$ 400 milhões. Essas transações estão ligadas a três grandes hacks: Uranium Finance, Cashio e AnubisDAO.

O hacker e o tamanho do mercado das cartas colecionáveis

Por que o hacker escolheria comprar cartas colecionáveis do jogo Magic: The Gathering? ZachXBT acredita que a escolha pode estar relacionada ao tamanho do mercado dessas cartas. Para ilustrar essa afirmação, o investigador menciona que, em agosto deste ano, o rapper Post Malone comprou a carta mais rara do jogo, avaliada em incríveis US$ 2 milhões.

Embora ZachXBT seja humilde ao admitir que sua análise pode estar incorreta, ele revela que o suposto hacker está comprando as cartas acima do preço de mercado. O hacker paga cerca de 5 a 10% a mais do que as cartas realmente valem. Essa é uma estratégia comum utilizada por pessoas que buscam lavar dinheiro, já que a compra de itens colecionáveis permite a movimentação de grandes quantidades de dinheiro sem levantar suspeitas.

O suposto hacker e as transações suspeitas

Ao longo de sua investigação, ZachXBT descobriu que o suposto hacker realizou 110 saques de 100 ETH do serviço Tornado Cash para 11 endereços diferentes. Em seguida, ele seguiu o mesmo procedimento em todas as transações:

  1. Transformou ETH em WETH;
  2. Transferiu WETH para um novo endereço;
  3. Transformou WETH em ETH;
  4. Transferiu USDC (criptomoeda vinculada ao dólar) para a corretora de cartas do Magic: The Gathering.

Segundo o investigador, o suspeito continua a pagar pelas cartas colecionáveis utilizando criptomoedas. ZachXBT conseguiu entrar em contato com alguns dos vendedores e descobriu que eles possuem um conhecimento limitado sobre criptomoedas, provavelmente desconhecendo o Tornado Cash. O suposto hacker continua utilizando esse serviço, mesmo após a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) sancionar o mesmo.

A lavagem de dinheiro através das cartas colecionáveis

O investigador ZachXBT acredita que os Ethers em questão estão ligados aos hacks da Uranium Finance (11.303 ETH em abril de 2021), Cashio (11.500 ETH em março de 2022) e AnubisDAO (12.400 ETH em julho de 2023). O hacker deixou o saldo parado por quase dois anos após o primeiro hack, da Uranium, antes de enviar os ethers para o Tornado Cash.

Essa pausa de dois anos pode indicar que o hacker teve tempo para planejar uma forma de utilizar o dinheiro sem ser descoberto. A compra das cartas colecionáveis seria uma maneira eficiente de lavar o dinheiro de forma aparentemente legítima.

A reação do público e histórias incríveis no mundo das criptomoedas

A história investigada por ZachXBT despertou diversas reações do público. Alguns elogiaram o trabalho do detetive, enquanto outros se mostraram surpresos com a criatividade e audácia do suposto hacker. Esse caso exemplifica como as criptomoedas têm sido utilizadas para fins ilícitos e como é importante estar atento a atividades suspeitas nesse mercado.

Além dessa história, o mundo das criptomoedas já presenciou outros casos incríveis. O hacker da Silk Road, por exemplo, foi preso após chamar a polícia para investigar um roubo em sua residência. Mais de 50.000 bitcoins, avaliados atualmente em R$ 10,6 bilhões, foram encontrados em uma lata de pipoca.

Outro caso peculiar foi o de um casal que roubou 119.754 bitcoins, no valor de R$ 25,6 bilhões, de uma corretora, mas também foram presos. Um traficante acabou vendo suas criptomoedas valorizarem 15.000% enquanto estava preso, mas o governo americano confiscou a quantia quando ele tentou movê-la de dentro da cadeia. E, mais recentemente, um diretor de cinema deu um calote milionário na Netflix para investir na criptomoeda Dogecoin (DOGE) e acabou lucrando.

Essas histórias absurdas e surpreendentes mostram que o mundo das criptomoedas pode ser tanto um ambiente de oportunidades quanto de perigos e fraudes. É essencial estar sempre atento e tomar as devidas precauções para evitar cair em golpes e se envolver em atividades criminosas.

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