O Ibovespa fecha em alta e renova máxima histórica
O Ibovespa fechou em alta de 0,68% nesta segunda-feira (18), atingindo a marca de 131.083 pontos. Essa valorização representa a renovação da máxima histórica do índice, que ultrapassou a marca dos 131 mil pontos pela primeira vez.
Influências externas e ações da Petrobras impulsionam o mercado
A alta do Ibovespa foi impulsionada tanto pelo mercado externo quanto pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR3;PETR4). Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones ficou estável, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq subiram, respectivamente, 0,45% e 0,61%.
Terry Sandven, estrategista-chefe de ações do U.S. Bank Wealth Management, destacou que a queda da inflação, a tendência de redução das taxas de juros e a estabilização dos lucros no mês contribuem para um cenário construtivo para as ações.
Apesar do leve avanço dos treasuries yields, o aumento dos rendimentos dos títulos do tesouro se deu em grande parte devido ao crescimento dos preços do petróleo, o que impulsiona a inflação. O barril de Brent subiu 2,08%, chegando a US$ 78,15.
Por conta dos receios em relação à segurança das rotas comerciais pelo Mar Vermelho, as petroleiras tiveram destaque nos mercados locais. Isso contribuiu para o aumento das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, que registraram ganhos de 2,05% e 1,24%, respectivamente.
Tendências do Federal Reserve e queda da curva de juros brasileira
O impacto das sinalizações das autoridades do Federal Reserve também foi relevante. Loretta Mester, presidente do Fed de Cleveland, avaliou em entrevista ao Financial Times que os mercados estão "um pouco à frente" em relação à precificação de cortes de juros no início do próximo ano.
Apesar disso, a curva de juros brasileira fechou em queda. Os DIs para 2025 caíram quatro pontos-base, atingindo 10,05%, enquanto os DIs para 2027 tiveram uma queda de seis pontos, chegando a 9,74%. As taxas dos contratos para 2029 e 2031 também recuaram três pontos, ficando em 10,18% e 10,45%, respectivamente.
Valorização de empresas brasileiras e queda do dólar frente ao real
Empresas ligadas ao mercado interno e com uma maior alavancagem foram destaque entre as altas do Ibovespa, favorecidas pelo recuo dos juros. As ações preferenciais da Alpargatas (ALPA4) tiveram uma alta de 6,36%, as ordinárias da Cyrela (CYRE3) subiram 3,31%, e as da Natura (NTCO3) registraram um ganho de 3,14%.
O dólar fechou com queda de 0,65% em relação ao real, cotado a R$ 4,904 na compra e R$ 4,905 na venda. Esse movimento de baixa da moeda americana reflete uma realização de lucros, impulsionado pelo aumento do apetite global por risco. Além disso, o aumento dos preços das commodities também favorece a moeda brasileira, o que resulta em um fluxo positivo para o país.
Fonte: Estadão Conteúdo
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